Espaço Anne Frank
Entre milhões de histórias interrompidas pelo Holocausto, uma voz atravessou o tempo e continua sendo ouvida até hoje: a de Anne Frank.
Anne tinha apenas 13 anos quando precisou abandonar a vida que conhecia para se esconder com sua família em um anexo secreto, nos fundos de um prédio comercial em Amsterdã. Judeus alemães, eles haviam fugido da perseguição nazista acreditando encontrar segurança na Holanda — uma esperança que logo também seria ameaçada.
Durante mais de dois anos de confinamento, Anne escreveu. Em seu diário, registrou medos, descobertas, conflitos familiares, sonhos e desejos para o futuro. Suas palavras revelam não apenas o cotidiano do esconderijo, mas a força de uma adolescente que insistia em acreditar na humanidade mesmo cercada pela guerra.
Em 1944, o esconderijo foi descoberto após uma traição. Os oito ocupantes foram presos pela Gestapo e deportados. Anne e sua irmã Margot foram enviadas ao campo de concentração de Bergen-Belsen, onde morreram vítimas de tifo epidêmico entre fevereiro e março de 1945, poucas semanas antes do fim da guerra.
O único sobrevivente foi seu pai, Otto Frank, que saindo vivo de Auschwitz, retornou a Amsterdã e decidiu realizar o desejo da filha: publicar seus escritos. Lançado em 1947, o diário tornou-se um dos testemunhos mais lidos do mundo, traduzido para dezenas de idiomas e responsável por apresentar o Holocausto a gerações inteiras por meio de uma história profundamente humana.

Entrar no universo de Anne
No Espaço Anne Frank, o visitante é convidado a atravessar o tempo e se aproximar da realidade vivida pela jovem durante o período em que permaneceu escondida.
Ambientes imersivos e recursos tecnológicos — incluindo holografia — recriam os espaços do anexo secreto e ajudam a compreender como era viver em silêncio, com medo constante e esperança incerta. Mais do que conhecer fatos históricos, o percurso propõe uma experiência de empatia e reflexão.

Uma história individual, uma memória coletiva
Anne Frank não representa apenas uma vítima do Holocausto. Sua história revela como o preconceito e o radicalismo atingem pessoas comuns — crianças, famílias, sonhos interrompidos.
Ao conhecer sua trajetória, compreendemos que o Holocausto não é apenas um capítulo distante da história, mas um alerta permanente sobre os perigos da intolerância e da desumanização.
Preservar sua memória é reafirmar um compromisso com a dignidade humana, o respeito às diferenças e a responsabilidade de cada geração diante do presente e do futuro.
